Voltar

Notícias

Trabalhadores da Italac podem decretar greve nos próximos dias

Em tratativas desde março, os trabalhadores solicitam 6.35% de reposição salarial, enquanto a empresa concedeu apenas 3%

01 de agosto de 2017

Trabalhadores da Italac podem decretar greve nos próximos dias

Os trabalhadores da Italac - Indústria de Laticínios, com sede em Passo Fundo, se mobilizaram, nesta segunda-feira (31), a fim de que a empresa atenda às reivindicações da categoria. Há, aproximadamente, quatro meses em negociações, os servidores e a empresa não entraram em um consenso sobre a reposição salarial e a concessão de benefícios. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (STIA), Miguel dos Santos, os servidores cogitam a retirada do estado de greve caso a indústria não conceda a reposição solicitada. Diferente dos 3% concedidos pela Italac, os trabalhadores pedem um aumento de 6.35%. “A inflação do período é 3.35% e nós estamos pedindo uma reposição real de 3%”, sinalizou o presidente. Além da reposição salarial, os trabalhadores solicitam que a Italac disponibilize o vale transporte gratuito, a correção do vale alimentação por assiduidade, dos atuais R$ 155 para R$ 200 e o pagamento do 31º dia do mês. Ainda, é requerido que a empresa conceda dispensa remunerada, mediante comprovação, às mulheres que forem realizar exames de mama e do colo de útero. Em pauta desde março, as tratativas para a reposição salarial já foram alvo de três rodadas de negociação. “Questionamos o posicionamento da Italac de Passo Fundo, uma vez que a sede da empresa em Tapejara já concedeu uma reposição de 5,10% aos trabalhadores da cidade, além da concessão dos demais benefícios solicitados pelo sindicato passo-fundense. Qual é a diferença do trabalhador de Tapejara para o de Passo Fundo?”, indagou o presidente. Na próxima quarta-feira (02), a categoria de Passo Fundo deve se reunir com representantes do Sindicato Patronal, momento em que será decidido pela paralisação ou não. “Como até o momento não houve acordo entre as partes, conforme decidido em Porto Alegre, o sindicato irá chamar uma assembleia para a retirada do estado de greve”. Segundo Miguel dos Santos, caso a empresa não atenda as reivindicações dos trabalhadores durante o período estabelecido, o sindicato pode determinar a paralização imediata das atividades, decretando a greve. “É uma forma de dar um prazo à empresa”, disse.